segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Ah e tal...

Já lá vai um tempo desde que escrevi aqui a última vez...

Acho que ter um blogue e ninguém o ler é uma coisa um bocado deprimente, mas pronto..

Vive-se esta deprimência e pronto.


Na Primavera, o inebriamento de brisas de flores e frutos maduros que medram nos lábios quentes.
No Verão, o cheiro a terra seca, a sorte de uma brisa clandestina que arrepia o suor da pele.
No Outono, poesia. De folhas a dançar no Siroco, de castanhas a estalar no carvão. De lenha a começar a estalar na lareira. Da vontade de ler livros ao sábado à tarde quando se está enrolado naquela manta muito velha que a nossa mãe tem há anos.
No Inverno, a austeridade da Terra a mostrar quem manda, da geada que transforma o verde em branco. Nos narizes que nos saúdam quando uma nuvem de vapor desenha um "Bom dia".


Alentejo, és palavras que ninguém inventou...

1 comentário:

  1. Adoro.

    A natureza a manifestar-se na sua forma mais bela, com as palavras que só estão ao alcance de quem teve oportunidade de viver e sentir isso na pele.
    Os sons, os cheiros, a beleza e o calor típico de uma gente, sem dúvida, especial! ;)

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