terça-feira, 17 de novembro de 2009

Mote

"Cada qual é artífice da sua própria fortuna", Gnaius Julius Cesar


Desemprego atinge 9,8% da população portuguesa. E o mais curioso é que, cada vez que abro "O Facadas" (vulgo correio da manhã), os classificados são mais que muitos.

De cada vez que vou aos sites online de emprego, as ofertas sucedem-se alucinantemente.

De cada vez que vou a um centro comercial leio "procura-se colaborador(a)".

9,8%?!?! Mas que raio!!!! São quase um milhão de portugueses, analisando brutamente os números..

Há principalmente duas classes de desempregados que me deixam particularmente triste com a nossa realidade:

Pessoas com cerca de 50 anos que foram despedidas do seu local de trabalho

Recém-licenciados.


Passo a explicar. Uma pessoa que tem 50 anos teve uma formação profissional muito distante do que é a realidade dos nossos dias. A informática existia nos filmes de ficção científica, os idiomas estrangeiros eram muito raros, a exigência era muito menor.. Quem quer que seja despedido com essa idade, vai passar um muito mau bocado na vida...

Recém-licenciados. Pessoas com 24 anos que estudaram desde os 6. São 18 anos a saber coisas, a construir conhecimento, a evoluir intelectualmente. E depois? Jumbo, Modelo, LIDL...

Neste ponto culpo em particular o Governo. Enquanto continuar a existir uma separação entre as Universidades e as Empresas, este número será, infelizmente, crescente.

Outra da realidades do ensino superior é a falta de educação e de motivação dos alunos para o empreendedorismo.
Há uns tempos ouvi uma entrevista em que um Pai dizia que o Filho estudava no Estados Unidos da América e, como trabalho para uma disciplina de Matemática tinha que gerir uma empresa cotada em bolsa. Para uma disciplina de Lingua Inglesa, tinha que escrever um livro.

Achei uma ideia genial!!! Ouvi o resto da entrevista... Parece que o filho andava na escola primária...


Sinceramente, sem comentários...

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